Já vai fazer um mês desde que você realmente decidiu jogar tudo para o ar, todas as promessas e os desafios que cumpriríamos juntos. Não sei o que te levou a isso, qual opção da tua vida escolheste, sei que nesse momento não faço mais parte dela e talvez nem penses na possibilidade de eu voltar a fazer. Já se passaram três semanas desde que falei que deixaria nas mãos do tempo e deixei, porém o tempo nem te levou embora de uma vez e nem te trouxe de volta, continuamos estáticos, com medo do possível esquecimento, com medo de te encontrar na rua sorrindo com outra pessoa e já nem lembrar do tal “sentimento verdadeiro” que existia. Falar as coisas no passado é tão estranho quando o assunto é você, não sei mas acho que não me acostumei totalmente nessa idéia de não te ter mais na minha vida como namorado e sim como um “step”, alguém que eu procuro quando a saudade chega e nem bate na porta pedindo pra entrar e sim invade e arromba todas as barreiras já criadas. Se você diz que não gosta de “Flashback”, que não vale a pena voltar e que quer experiências novas na sua vida, eu pergunto: Por que ainda falas comigo? Por que ainda me chama de “mo” e me liga todos os dias pra dizer “eu te amo”? O que tanto em mim me prende em você? Criei uma falsa ilusão de que essa viagem vai me fazer bem, vai me fazer ver o que é melhor fazer e tomar decisões drásticas quanto a nós dois, ops desculpa, não existe mais “nós dois”, repetindo - quanto a você e eu. Criei também outra estúpida ilusão de que talvez quando eu me mudar para perto da sua casa alguma coisa possa mudar, já que o que acabou com o nosso relacionamento foi a distancia e comigo morando perto de você, qual será a desculpa? Te ver procurando menininhas de um nível cultural e intelectual mais inferior que o seu só para alimentar seu ego e dizer que “a fila anda” me dói na alma, sei que mereces e que és mais que isso. Tenho uma espécie de possessividade contigo e sempre vou achar que ninguém é suficiente, mas é claro que eu quero que quebres a cara com essas meninas da vida, quero que tenhas nova experiências e também quero saber se vais sentir falta e voltar ou se vais ficar. Existem tantos pontos de exclamações na minha cabeça, mas que sinceramente eu não quero descobrir nenhum, ou pelo menos a maioria deles. Não quero que pares de falar, de me ligar ou de me tratar com carinho afinal, somos amigos. E quanto as minhas idas à sua casa nas sextas ou em algumas terças.. Na medida do possível, continuaremos com elas, ambos sabemos que a coisa com a gente continuam funcionando (e muito bem), só que funcionam melhor do jeito que nós estamos agora e isso vai acontecer até você ou eu encontrarmos alguém que preencha.. Ou até voltarmos a estar “juntos” (se voltarmos). E a velha frase, “No final tudo vai dar certo e se ainda não deu é porque não chegou ao fim.” Eu amo você, não se esqueça, não me esqueça.